quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

LÁ COMO CÁ
















O Globo de 13 de dezembro último publicou, com tendencioso destaque, a informação manipulada de que 30% do orçamento das Forças Armadas Brasileiras é gasto com a folha de vencimento da Ativa e 50%, com a folha de proventos da Reserva, Reformados e Pensionistas.
Também entre nós está em andamento idêntica campanha que busca satanizar os segmentos da reserva, reformados e pensionistas, como os vilões da política remuneratória do Governo.
É uma importante etapa a ser queimada, para alcançar a meta final da separação das folhas e adoção da sonhada política de tratamento diferenciado entre Ativa e Inativos, estes últimos tratados pela Administração como enteados incômodos e indesejáveis.

A propósito do aleivoso tratamento dado às FF AA, o General Marco Antônio Felício, articulista do Grupo Inconfidência, em matéria de dezembro ultimo advertia o Ministro da Defesa de que “civil vestir farda militar é crime” e de que “um piloto de jato militar ganha menos que um “piloto” de elevador do Congresso Nacional” e, apostrofava, ao final:
“Dizer, Sr. Jobim, que é difícil aumentar de forma igual ativos e inativos é desconhecer a
lei e o mérito da mesma.”
A advertência do General provocou em mim uma sensação de dejà vu porque campanha idêntica está em marcha nas Minas Gerais, contra os militares estaduais da Reserva, Reformados e Pensionistas.
Com efeito, aqui em Minas, a Lei Complementar nº 109 de 22 de dezembro de 2009, ao introduzir modificações na Lei nº 5.301/69-Estatuto dos Militares Estaduais de Minas Gerais, fê-lo com propósito claro e evidente de facilitar a criação de duas políticas remuneratórias diferenciadas, uma para os Ativos e outra para os Inativos.
A tendência perversa vem do Governo Federal que, com a famigerada reformada da Previdência Social, passou a economizar em reais com a criação do famigerado Fator Previdenciário.
A Previdência passou a calcular as aposentadorias pela média aritmética das contribuições desvinculando-as do salário mínimo corrigindo-as sempre para baixo com redução drástica do benefício, maltratando o aposentado civil tal como se maltrata o militar reformado.
Ontem, dia 27, às 17:58h o Exmo. Sr. Comandante Geral, Coronel PM Renato Vieira de Souza em mensagem aos Integrantes da Polícia Militar, Protocolo 3070003-10, disse neste excerto que se extrai:
“... o Comando da PMMG é veementemente contra qualquer concessão de remuneração que venha a quebrar a paridade entre militares da ativa e inativa, entre os militares que exercem as mesmas atribuições em diferentes municípios, bem como a inversão da hierarquia salarial entre postos e graduações.”
Refere-se S. Exa. ao malfadado programa criado pelo Governo Federal, intitulado Bolsa-Copa que concede pagamento de bolsa aos Policiais que atuam nas Capitais que sediarão as competições da Copa do Mundo de 2014.
É mais um atentado à isonomia remuneratória que se perpetra com a odiosa discriminação, agora também, contra os militares do interior, em relação aos irmãos de farda da capital.
Não se contentam em abrir desditosos fossos entre Ativos e Inativos; agora promovem a desagregação e desarmonia entre os efetivos da Capital e do Interior.
Não podemos passar à história como a geração que perdeu a paridade tão duramente conquistada nas lutas dos Heróis dos anos 50, pelos menos, não sem bradar e clamar aos quatro ventos ...
Acautelemo-nos!

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

AS CONTRADIÇÕES DE NOSSAS ESQUERDAS


Após sangrar o Erário e se locupletar com as benesses da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que lhe ensejaram embolsar gordas e milionárias indenizações do Governo, a esquerda armada de 1964 busca, agora, a condenação e execração de seus adversários de então, os militares, através de seu Programa Nacional de Direitos Humanos.
O critério de concessão daqueles mimos pecuniários, beirando o enriquecimento ilícito, é objeto das investigações do Tribunal de Contas da União, requeridas pelo Ministério Publico Federal, máxime no que concerne aos estratosféricos montantes, que muitas vezes ferem, profundamente, o princípio da razoabilidade.

Exemplo ilustrativo é o rumoroso caso de Carlos Heitor Cony, escritor de renome e de sucesso, que foi “premiado”, por suas opões ideológicas do passado, no patamar de R$ 1,4 milhão, porque a Comissão entendeu que se não fosse “perseguido” pelo Regime, poderia ter se aposentado no posto máximo de chefe da redação do extinto Correio da Manhã, onde trabalhava.
Na Argentina e no Chile a esquerda e seus familiares rejeitaram acordos financeiros e buscaram, somente, a punição dos adversários, segundo Attuch, IstoÉ 2097, mas no Brasil privilegiou-se a pecúnia, isto é, os caraminguás já haviam adimplido o sofrimento e pacificado as mágoas.
Não obstante surgem, agora, com esse Programa Nacional de Direitos Humanos, um cartapácio com mais de 500 medidas diversas, que se me afigura mais a uma “quebra de contrato”.
O “plano” objetiva afetar os mais variados campos da vida nacional já abrangidos pela CF/88, um monstrengo anunciado em 24 de dezembro ultimo, como um macabro “presente de natal” à Nação Brasileira, algo que nem Maquiavel arquitetaria.
O programa iníquo propõe-se também a estimular e ideologisar os conflitos agrários, alçando o “movimento dos sem terra” ao protagonismo de instância recursal, à qual deverão recorrer para arbitramento os produtores rurais, eventuais vítimas de suas facinorosas invasões.
Esses iconoclastas aniquilam, assim, como rolo compressor, o sacrossanto direito de propriedade, clausula pétrea inserta no caput do art. 5º da Constituição da República, a Carta Fundamental da Nação Brasileira.
A tal Comissão da Verdade, núcleo do Programa, não passa de uma perigosa provocação às Forças Armadas Brasileiras, promovida pelo revanchismo do trio Dilma Roussef, Tarso Genro e Paulo Vanuchi.
Seu espírito de retaliação leva-os ao pueril absurdo de propor lei federal para erradicação de monumentos públicos de autoridades do regime militar e que ruas, praças e estádios que os homenageiem, sejam rebatizadas.
Indivíduos assim que Lula, até mui apropriadamente, chama de “aloprados”, pretendem reabrir uma ferida quase cicatrizada no tecido social brasileiro e reascender uma questão já pacificada, há mais de trinta anos, pela Lei de Anistia Recíproca, sancionada em 1979, no Governo Figueiredo, que ensejou a volta dos exilados.
A justificativa de Lula foi de que “... não sabia porque, não leu o decreto que assinou” ... (Folha, 31 DEZ 2009)

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ACAUTELEMO-NOS COM AS BONDADES GOVERNAMENTAIS


O 14º Salário para os militares estaduais de Minas Gerais foi oficializado, neste dezembro de 2009, com a aprovação da reforma do Estatuto, pela Assembléia Legislativa no PLC 53 – Projeto de Lei Complementar.
Com expressões denominativas pomposas, eufemísticas e sinônimas, como “Avaliação de Desempenho”, “Adicional de Desempenho”, “Bônus por Produtividade” e “Prêmio por Produtividade”, o Governo logrou essa façanha, de promover a sonhada diferenciação entre “vencimentos e proventos”.

Para fazê-lo, contou com a mobilização de toda a sua base de sustentação na Assembléia Mineira e com o reforço de eventuais “vendilhões”, vindos de diversas siglas partidárias.
Ao alcançar essa almejada “quebra da paridade remuneratória” o Governo dá o primeiro passo para a supressão, a médio e longo prazo, do sacrossanto princípio da isonomia constitucional e estatutária entre os servidores do segmento militar mineiro.
Tiveram até o desplante de votar “ equiparação salarial entre os militares da ativa e reformados” como benesse que concediam, embora tais benefícios já constituam clausula estatutária abrangente, incorporada ao Estatuto desde 1969.
Essa paridade afrontada e violada era símbolo e bandeira da porfia ingente dos heróis de 1948, fundadores da União dos Militares, os “servidores militares do Estado, reformados por invalidez ou por velhice”, no dizer autorizado do Coronel Otávio Campos do Amaral.
O grande e saudoso Comandante Amaral dizia, em certo trecho do histórico Memorial de 26 de novembro de 1948 à Assembléia Legislativa do Estado:
“ Verificarão Vossas Excelências que 7 coronéis reformados ganham menos que os atuais capitães da ativa. Poucos ganham tanto quando os atuais majores. Há tenente-coronel ganhando menos do que soldado (tenente-coronel João Pinto de Souza) ... ”
Esse décimo quarto salário, com que engambelam os companheiros da Ativa da PMMG, assemelha-se aos “espelhinhos” com que os corsários brindavam os silvícolas tupiniquins nas praias brasileiras em meados do século XVI, para mantê-los acomodados e os ianques, no pós 1945, com seus brinquedos de matéria plástica.
Essa paridade, ora quebrada pelo governo, uma árdua conquista das renhidas campanhas de 1948, havia sido recepcionada como matéria constitucional pela CF/88 em seu art. 40, preceito repetido pela Constituição Mineira em seu art. 36, parágrafo 4º que manda, imperativamente, respeitar-se os paradigmas da ativa nos proventos.
Algumas mudanças do PLC 53, a par de constituir-se em espúria e explícita afronta aos nossos preceitos constitucionais legais e estatutários, traz benesses enganadoras, engodos traiçoeiros, armadilhas perigosas como vantagens transitórias não incorporáveis aos proventos.
Dentre elas destacamos a reforma incentivada, com promoção ao posto imediato, aos 20 anos de serviço, com averbação de mais 10 anos de tempo geral., que representará uma debandada de mais de 15 mil servidores a abrir claros enormes nas fileiras e a adoção dos anuênios para os incorporados a partir de 2003.
Há, também as férias de 25 dias úteis, o CHO - Curso de Habilitação de Oficiais para todos os 2º sargentos com qualquer tempo, os honorários-aula, as horas-extra celetistas, e muitas outras novidades transitórias.
Vem até de Brasília um extra polpudo da SENASP - Secretaria Nacional de Segurança, dos cursos à distância, de três meses, da denominada “Bolsa Formação”, cada um deles remunerado em parcelas, ao longo de 12 meses.
É inquestionável que o susto homérico virá, certamente, no primeiro contra-cheque da inatividade compulsória...

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sábado, 31 de outubro de 2009

UMA GUERRILHA IDEOLÓGICA E PERMANENTE

As guerras travadas pela Humanidade desde os tempos bíblicos, passando pelas campanhas das legiões romanas, pelas cruzadas, guerra dos cem anos, guerras napoleônicas, primeira e segunda guerras mundiais e outras, tiveram duração, com princípio, meio e fim, mas, no Brasil, em nossos dias, porém, não tem fim esta guerra vergonhosa, do Estado legal contra os traficantes de armas e drogas e, deles entre si mesmos com sangrentas batalhas diárias.

Não se vislumbra o fim dessa tragédia contínua, crônica e permanente que, de 1996 para cá já sacrificou 500.762 vidas brasileiras e as 750 favelas do Rio de Janeiro foram transformadas pelos bandidos em redutos da ilegalidade, em território ocupado.
Sempre que acreditamos numa vitória do Estado ocorre uma recidiva, porque o crime se internacionaliza, desconhece fronteiras e reveste-se de ideologia, com recrudescimento das invasões e depredações de bens públicos e privados como no caso do narco-terrorismo, resultante da aliança espúria do Movimento de Trabalhadores Sem Terra-MST com as Forças Armadas Revolucionárias da Colombia-FARC denunciada por Maria Clara Prates de Salto Del Guayra, no Paraguai, ao Correio Brasiliense de hoje, 31 de outubro.
A Guerrilha das FARC não cuida apenas do tráfico de armas e drogas na selva amazônica, mas atua também na região paraguaia de Pindoty Porá, departamento de Canindeyu, fronteira com Estados de Paraná e Mato Grosso do Sul, importante rota do tráfico de armas e drogas, com a conivência de promíscuas autoridades paraguaias.
Ali foram realizados, entre maio e agosto, três cursos de técnica de guerrilha ministrados por instrutores colombianos das FARC e dentre eles está, certamente, o instrutor chileno Carlos Orlando Messina Vidal, formado pelas FARC e trazido ao Brasil em 1997 por “Fernando Beira-Mar”; aqui ministrou cursos na Favela da Rocinha em São Conrado, Rio até 2003, quando foi preso e numa saída temporária “que lhe concederam”, fugiu ...
Não nos esqueçamos do que disse Jair Amorim, em Brasília, para 11 mil participantes do 4º Congresso Nacional do MST, em 21 de agosto de 2000, num uso abusivo e criminoso da liberdade de expressão:
“É preciso transformar cada sem terra, cada sem teto num soldado da revolução, para tomar o poder e facilitar a distribuição da riqueza.”

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domingo, 4 de outubro de 2009

ADPM/BM, UMA ESTRUTURA FANTÁSTICA



Em Juiz de Fora, a Associação Desportiva Polícia Militar, conhecida pela sigla ADPM/BM é o Clube dos Militares Estaduais, fundado em 1990 por 92 integrantes e que conta hoje cerca de 1.200 membros, dos quais 20% são Associados Civis, a que se acrescem mais de 4.000 familiares dependentes.
A Sede Administrativa da Associação funciona na Praça de Esportes “Dois de Ouro” no 2º BPM, em Santa Terezinha, Juiz de Fora, em espaço da PMMG, com piscina, sauna e quadra mantidas pela ADPM/BM.

A Sede Social é própria e está edificada na Rua Capitão Maurício Sávio nº 743, no Bairro Linhares em Juiz de Fora, a 5 km da Rua Halfeld, com área superior a 65mil m2, em meio a uma passagem bucólica paradisíaca, onde circulam muitos pássaros silvestres.
Na ADPM/BM - que dispõe de salão de festas, ginásio coberto, lago piscoso, 8 churrasqueiras, restaurante-lanchonete, sauna, quadras e parque aquático - as pessoas podem se dispersar em várias atividades esportivas como pescaria, natação, vôlei, peteca, fut-sal, futebol society, e camping
Com amplo estacionamento central para carros e ônibus, a Sede apresenta grande diversidade de instalações, que possibilita a realização de vários eventos simultâneos, por até um dia inteiro e tais detalhes, além da mensalidade acessível, fazem da ADPM/BM um dos
Clubes mais atraentes de Juiz de Fora.



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domingo, 20 de setembro de 2009

O POLEIRO


Saint Clair Nascimento

O léxico define poleiro como a vara onde as aves pousam e dormem, mas, também, popularmente, como posição elevada de mando e autoridade, o que vem a calhar quando se trata da classe política, hoje, “mais suja que poleiro de galinha”.
Os políticos estão particularmente assanhados neste final de ano, pela proximidade da campanha eleitoral de 2010, o que nos leva a esta reflexão.

Em 2006 foi preso em Brasília, quando depunha na Câmara, o advogado Sérgio Cunha – apontado como partícipe de uma quadrilha de celerados paulistas - por ter dito que se aprende malandragem com rapidez, no Congresso Nacional.
O facínora não fez mais que repetir o Presidente Lula que, quando deputado constituinte em 1988 disse que 300 dos 551 deputados federais eram picaretas, referindo-se aos farristas e fariseus que, com suas lambanças, emporcalham o mandato recebido das urnas.
A indignação nacional com essa politicagem danosa foi retratada em 2005, na cena em que o irado poeta Yves Hublet desceu a bengala na cabeça do velhaco José Dirceu, Chefe da Casa Civil do Governo Federal.
Foi na época “dos trens da alegria”, do até hoje nebuloso “mensalão”, das cuecas “dolarizadas”, da máfia das ambulâncias e da operação sanguessuga.
A essas lembranças traumáticas somam-se, agora, as “canetadas” de mais de 600 nomeações secretas no Senado, que se materializam em ostensivos e polpudos contra-cheques dos apaniguados fisiológicos e dos imperecíveis nepotes.
Estas reflexões se fazem necessárias para todos nós, que seremos convocados a exercer o direito/dever de votar “neles mesmos”, em 2010, isto é, daqui a doze meses...
As eleições vêm aí, gente!

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A GUERRILHA URBANA NA BAHIA


Saint Clair Nascimento

Ao transferir de moradia um traficante de nome Cláudio Campanha, o Governo baiano esqueceu-se de pedir “autorização” ao crime.
Como conseqüência, Salvador, a bela e turística capital da Bahia, nacionalmente cantada em prosa e verso viveu, no último dia 7, um Dia da Pátria enlutado, uma celebração do terror em sua maior potencia, promovida pela bandidagem.

O saldo, até hoje, é de 19 ônibus explodidos e incendiados com coquetéis molotov, uma dezena de postos policiais metralhados, 10 bandidos mortos e farta apreensão de armas e drogas.
Tomem tento, ilustres autoridades baianas, porque estamos apenas no sexto dia, e com um crescendo diário, na brutalidade das facções criminosas!
Foi assim que aconteceu em São Paulo, no aterrorizante Dia das Mães de 2006, coincidente com a “saída temporária” de 12 mil presos, para visitas às suas santas mãezinhas.
Foi a maior quebra do equilíbrio social, a maior fissura na ordem publica, com quase 300 atentados a quartéis, delegacias, fóruns e postos policiais.
O resultado foi uma centena de ônibus queimados em via publica, 80 rebeliões em presídios paulistas e 160 mortos em confrontos de rua e em tocaias contra policiais.
A onda de luto e terror só teve paradeiro após acordos inconfessáveis entre autoridades e o bandido Marcola, como se fosse este um acatado líder comunitário e, entre o Governo e o PCC, como se fosse este um legítimo sindicato...

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

SEGURANÇA NA ÓTICA DE UM MUNÍCIPE


Entre 17 e 30 de agosto último realizou-se em Brasília a Conferência Nacional de Segurança Pública, a CONSEG, na qual uma nova Cultura da Paz foi extenuantemente debatida, na busca do ansiado norte para construção de uma Política Nacional de Segurança Pública.

No Congresso Nacional discute-se, outrossim, o projeto de lei da criação do Sistema Único de Segurança Pública, o SUSP, uma proposta do Poder Executivo apresentada em julho de 2007, pela qual as instituições policiais federais e estaduais, juntamente com as do Distrito Federal e as Guardas Municipais, estarão mais unidas e coesas, no esforço comum de maximizar a segurança dos brasileiros.
O constituinte de 1998, ao institucionalizar as Guardas Municipais, inscrevendo-as no art. art. 144 da Carta da Nação, fê-lo por entender que elas viriam somar, robustecer o sistema, ampliar a área de atuação do Poder de Polícia, de forma a aproximar-se, mais, do munícipe carente de segurança e defesa, esse “pacato cidadão”, tão vulnerável.
O saudoso Ministro Hélio Beltrão, no bojo da reforma administrativa que liderava nos anos 70, ao pregar uma salutar descentralização administrativa nacional dizia que “não moramos na União nem no Estado, mas sim, no Município”.
A paz urbana e o equilíbrio social nos mais de 5.000 municípios brasileiros passa, não necessariamente pela municipalização da segurança pública, mas por uma maior inserção do município na operacionalização do sistema.
Não se prega a redução e, jamais, a supressão do papel da União e do Estado, mas de promover maior inclusão e envolvimento do Município, seja através da regulamentação das Guardas com sua transformação em policias municipais - como pregam, alguns – seja, sobretudo, com a inclusão dos municípios na partilha do “bolo” do Fundo Nacional de Segurança Pública, o FNSP.
O FNSP já existente e entesourado pelo Governo Federal, estará convalidado no art. 14 do projeto de criação do SUSP, dispositivo que, uma vez aprovado, certamente fará chegar ao município uma parcela importante de recursos, para expansão das ações de apoio ao hercúleo esforço do Estados para dar resposta compatível à crescente demanda.

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domingo, 16 de agosto de 2009

RESSURGIU “POPÓ”, SEQUESTRADOR E HOMICIDA


Saint'Clair l. do Nascimento

No dia 25 deste agosto de 2009 – mês de gostos e desgostos, segundo o imaginário popular - completam-se 19 anos do famigerado seqüestro de quatro militares por cinco bandidos, foragidos do Presídio de Segurança Máxima de Contagem, Grande BH.
Nesse extraordinário evento criminoso com desfecho em Juiz de Fora, no cativeiro da Rua das Margaridas e que empolgou Minas e o Brasil, os cinco empedernidos seqüestradores eram Wellington Moreira, o “Leitão”, Edson Cordeiro, o “Peninha”, Geraldo Velloso, o “Geraldinho”, Sebastião Pereira, o “Tiãozinho” e Antônio Rocha, o “Popó”.

As vítimas seqüestradas foram os militares Capitão PM Luciene Albuquerque - que os bandidos aceitaram trocar por seu marido, Coronel PM Edgar Soares - Tenente PM Mauricio Sávio, Tenente PM Alexandre Lucas e Sargento PM Luiz Gonzaga Ribeiro.
Em meu livro “Rua das Margaridas, Uma Pungente Odisséia Mineira” editado em 2006, narro esse drama chocante, que maltratou a paz mineira e até, brasileira, por 13 dias e falo da posterior morte de quatro dos seqüestradores, nos Presídios em que se encontravam recolhidos e da conversão de Popó, único sobrevivente, ao protestantismo e a pregação de seu testemunho de “ovelha transformada”.
Surpreenderam-me, agora, em 10 de abril de 2009, as manchetes jornalísticas: - “Polícia prende “Popó” no Centro de BH” e descobri, então que “Popó”, condenado a 128 anos, estava foragido há 09 anos, desde o ano 1999, quando lhe foi concedido um equivocado livramento condicional, revogado um ano depois, em 2000.
“Popó”, além das condenações anteriores, havia sido julgado à revelia, em março de 2009, na Comarca de Esmeraldas, Grande BH, pela fuga de 1990, o seqüestro dos militares, a formação de quadrilha e o cárcere privado, além do co-autoria nos assassinatos do agente penitenciário Gilson Rafael de Oliveira, do tenente Maurício Sávio e tentativa de assassinato no Tenente Alexandre Lucas e Sargento Luiz Gonzaga, e condenado à pena de 21 anos de reclusão.
“Popó”, nos últimos dois anos, foi faxineiro da Igreja Batista Getsémani, contratado com nome falso de Milton Rosa e, dela havia sido expulso, por ameaça a outros irmãos evangélicos. Usava também documentos com nome falso de Pedro Andrade Lima e vendia um DVD, em que contava a sua demoníaca vida de crimes e sua “conversão”.

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sábado, 8 de agosto de 2009

JK, DE TENENTE A CORONEL

Saint'Clair L. do Nascimento

No ano de 1950, o Coronel PM Med. Juscelino Kubitschek pediu licença do serviço ativo da PMMG, para assumir o Governo de Minas, de onde alçou-se ao Governo da República, que exerceu até 1960.


O período juscelinista caracterizou-se pelo grande desenvolvimento econômico, pela industrialização, estabilidade política e a construção da nova capital federal, Brasília, um antigo projeto já anteriormente previsto em três constituições brasileiras.


Sua Brasília completará cinqüentenário em abril do ano vindouro.


O centenário do nascimento de JK ocorreu no ano de 2002 e, aqui prestamos homenagem póstuma ao ilustre Miliciano de Minas, reproduzindo dois momentos de sua carreira militar: o Juscelino Tenente PM Med. no Teatro de Operações do Sul de Minas na Revolução de 1932 e o Juscelino Coronel PM, ao lado do Comandante Geral, o também saudoso Coronel Nélio Cerqueira Gonçalves, em 1950

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reflexão sobre Corina

Saint'Clair L. do Nascimento


No próximo dia 20 de setembro estaremos celebrando o 113º aniversário de nascimento de minha inesquecível mãe, dona Corina Ramos do Nascimento.
CORINA que nasceu em 20 de setembro de 1896, faleceu em 11 de agosto de 1984, aos 98 anos de idade.

Por seus dotes de cidadã operosa, sua edificante história de vida e por suas virtudes morais, nosso eminente Prefeito TARCÍSIO DELGADO sancionou, em 30 de março de 1998, a Lei nº 9.247 que denominou Vila Corina, antiga Vila Militar de Santa Terezinha.
A iniciativa foi do nobre Vereador JÚLIO CARLOS GASPARETTI, que apresentou o ante-projeto votado pela Câmara de vereadores.
O logradouro é formado pelas ruas da antiga Vila Militar, denominadas Ruas Cb Ferraz, Cel Miranda, N.S. de Nazareth, Wanda Barbosa Campos e Cel Almeida Novais.


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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A SAGA DE JOSÉ LUIZ

Saint'Clair L. do Nascimento

- Meu pai, o Tenente PM José Luiz do Nascimento nasceu em Nazaré, MG, no final do Século XIX, precisamente no ano de 1887, foi criado em São João Del Rey e verificou praça nas fileiras da Policia Miliar de Minas em 1910 e, a patgir de então, esteve empenhado em todos os turbulentos episódios político/institucionais de que Minas Gerais partipou.

José Luiz casou-se com Corina Ramos, minha mãe, em 27 de setembro de 1914


- O velho tenente lutou na Revolução de 1924 durante o Governo Artur Bernardes, na Revolução de 1930 deflagrada pela Aliança Liberal que alçou Vargas ao Poder e na Revolução Constitucionalista de 1932, eclodida em São Paulo com propósito de redemocratizar o País e que ceifou um milhar de vidas.



- No ano de 2002 publicquei uma pesquisa histórica com o título "José Luiz, Uma Saga Miliciana" em que narrei fatos de sua rica história de vida, tendo como moldura as rebeliões ocorridas no contexto histórico em que viveu, a primeia quadra do atormentado Século X.

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sábado, 1 de agosto de 2009

MAIS UMA CONFERÊNCIA

Saint' Clair L. do Nascimento

Realizou-se em Belo Horizonte, entre 21 e 23 de julho último, 20/07 a Primeira Conferência Nacional de Segurança Pública.
Nela se discutiram novas fórmulas de prevenção, ou seja, de como a Defesa Social se antecipará ao cometimento do crime.
Discutiu-se como prevenir a quebra do equilíbrio social, para acautelamento do “pacato cidadão”, de forma a preservá-lo e aos seus, da sempre cruel imolação de inocentes em holocausto a belzebu.

Oxalá não tenha sido mais um evento/vitrine, para elevação das egolatrias de inspirados policiólogos teóricos, nem ensejo para farta e final distribuição de honrosos diplomas de participação, com os habituais panegíricos.
Tomara, se tenha vislumbrado nessa Primeira Conferência Nacional a fórmula ainda não encontrada que resolva, de vez, o problema da prevenção válida e eficaz, até agora um angustiante desafio.
Na próxima fase os participantes escolhidos levarão a Brasília, neste agosto, as propostas mineiras para o enfrentamento preventivo e reativo da criminalidade.
Torçamos para que se crie um clima de verdadeiro mutirão nacional, com identificação honesta dos equívocos, até agora, perpetrados e implementação de medidas válidas, como:
a. consolidação dos Conselhos Municipais de Segurança Pública, os COMSEPS, em todos os 5.561 municípios brasileiros;
b. direcionamento do Fundo Nacional de Segurança Pública, reforçado com recursos dos Estados e Municípios, para as instituições de segurança.
c. exame do binômio custo/benefício da Força Nacional de Segurança e da viabilidade de sua sobrevivência.
d. adoção, como prioridade das instituições federais de segurança publica, do controle firme da atividade delitiva nas fronteiras continentais do Brasil, com seus dez vizinhos do Cone-Sul.

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SANATÓRIO GERAL

Saint' Clair L. do Nascimento

A vigente Constituição Federal ressalva que aos policiais civis incumbem as funções de policia judiciária e apuração das infrações penais e que, aos policiais militares, cabe a policia ostensiva e a preservação da ordem publica.
Eu vi, dias desses, imagens da “operação penhasco”, realizada na Grande BH e, também, a “operação avalanche” realizada na Zona da Mata e vi, também, quando assistia a um noticioso televisivo das 19:00h, a operação “fim dos dias”.

Eram, todas elas, espetaculosos eventos policialescos militarizados que mostravam a chegada do comboio com viaturas gritantemente caracterizadas, donde desembarcaram policiais civis em suas impressionantes fardas militarizadas, “manchetadas” como as camufladas que se usam nas selvas, com seus coturnos, capacetes, cintos e equipamentos “acartucheirados” e enormes armas reluzentes.
Amigos! “Deu a louca” na Segurança Publica!
As fardas negras, extremamente militarizadas, são usadas atualmente, também, por “comissários de menores”, agentes penitenciários, “fiscais de posturas” e, até, “agentes de saúde”.
Não nos espantará um dia se nos depararmos com enfermeiras de burcas negras, vigilantes com fardões da ABL, garis com becas e togas, vigilantes com vestes monacais e eclesiásticas.
Esse “sanatório geral” se deve, certamente, à polivalência do crime, pois a “bandidagem” ataca hoje de “clínica geral” nos ramos do tráfico das drogas e de armas, do seqüestro e da “pistolagem”, do roubo de carga e do contrabando e, até, nos momentosos “crimes parlamentares” de indecorosos políticos, que estarrecem a Nação.
É o Estado-Legal que capitula e baixa a cerviz para o “estado-bandido” e, enquanto isso, os policiais se divertem: os civis travestidos de militares e os militares, de “sherlocks”.
E, a bandidagem, nessa homérica babel, tem tudo para comemorar, principalmente, em face da elevação geométrica da estatística nacional de homicídios não esclarecidos...

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domingo, 19 de julho de 2009

A INVASÃO NEFASTA DOS ESTRANGEIRISMOS


Saint' Clair L. do Nascimento

Não me considero purista e, muito menos, xenófogo.
Incomoda-me, todavia, a perniciosa invasão dos estrangeirismos em nosso cotidiano caboclo, a macular o vernáculo nosso de cada dia.
O galicismo, por exemplo, dominante até a década de 1050, enquanto imperou no mundo a influência cultural francesa, voltou agora com muita força.

A forma mais detestável desse galicismo atual é, sem dúvida, o gerundismo, uma locução verbal de uso recentemente incrementado, de verbos no gerúndio, principalmente por seu emprego sistematicamente impreciso.
Vem trazido de supetão, pela empresas de “telemarketing” e invadem nossa linha telefônica e nosso televisor, com uso de frases como:
- Perdão, senhor, estarei disponibilizando essa informação amanhã!
- Senhor, à tarde estaremos informando o número da conta!
- O senhor estará recebendo em casa, o seu boleto!
- O Senhor nos estará abençoando!
Vi e ouvi, até, um Coronel de Polícia paulistano dizer, em rede nacional:
- A Policia sob meu comando, estará fazendo presença aqui, enquanto estiver durando, a invasão!
Outro estrangeirismo intragável é o anglicismo, vício de linguagem consistente no uso indiscriminado de termos e expressões inglesas, em detrimento de designações existentes em bom português e perfeitamente adequadas.
Surgiram após a segunda guerra mundial, quando os norte-americanos apareceram como donos da potência hegemônica, a impor ao mundo a sua cultura e os produtos de sua indústria, carente de novos mercados.
Ando pela cidade e parece-me estar em país estrangeiro, quando vejo as placas indicativas de alimentação do Mcdonalds, e as atividades máster de segurança alarm power.
Adiante vislumbro a desentupidora new get, o curso de idiomas colleges, medicamentos farmaliveery e as persianas harvey´s.
Para parecer culto e cosmopolita, denominamos de cowboy, o nosso vaqueiro; o travesti virou drag queen e a loja de materiais de construção, tornou-se homecenter.
Uma nação que se submete assim, de forma tão pacífica à colonização cultural está a jogar pelo ralo, deliberadamente, a formosura da “última flor do Lácio, inculta e bela”, tão venerada por Bilac e pelos beletristas.
Um povo que assimila com tal fidelidade e subserviência esses inaceitáveis estrangeirismos está vivendo, à toda evidência, uma grave crise de identidade.

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

EMENDA Nº 12/06, A “PEC DO CALOTE PÚBLICO”

Saint' Clair L. do Nascimento

A Nação, mormente o mundo jurídico, insurge-se contra a Proposta de Emendada Constitucional nº 12/06, já “batizada” de “PEC do Calote Público”.
A proposta cria um ardiloso “leilão de precatórios” que, a par de quebrar a ordem cronológica da fila, cria a figura do arrematante único, o próprio ente estatal devedor, uma manobra de cunho manifestamente impudico, indecoroso e torpe.
O precatório - todos sabemos - é uma herança maldita do direito português, inserido no direito constitucional brasileiro a partir da Constituição Getulista de 1934, a denominada “polaca”, pelo Estado-Juiz para beneficiar o Estado-Parte nas demandas judiciais.

Trata-se de um processado iniciado ao fim da execução do julgado, quando o Juiz oficia ao Tribunal, requisitando o pagamento da sucumbência do Estado, o débito apurado e, a partir daí o credor é inscrito numa imensa, infindável e histórica fila.
Trata-se de uma reforma à Constituição aviada pelo Governo Federal, postulada por Governadores e Prefeitos, já aprovada no conspurcado Senado brasileiro e encaminhada para votação na Camada de Deputados.
Em Minas, quando Aécio Neves assumiu o Governo, a fila estava parada porque o Estado não pagava um só credor de precatórios, há quase trinta anos.
O Governador conseguiu criar, com a Resolução nº 519/2007 da Corte Superior do T.J.M.G., a Central de Conciliação de Precatórios, onde a parte credora é induzida a negociar o recebimento de seu crédito, em patamar extremamente aviltado.
A “negociata oficial” revelou-se um sucesso porque a parte – ante a sombria perspectiva de morrer credora, na fila iníqua e imobilizada - aceita o recebimento da ignominiosa pecúnia que lhe impõem, para assim dar por finda a demanda, serenar seu espírito e finar-se em paz.
Pretendem impor à Nação, goela abaixo, essa “PEC do Calote Público”, que além de provocar engulhos e náuseas, constitui-se num retrocesso e representa um atentado ao Estado Democrático de Direito e uma afronta ao Pacto Republicano
A Ordem dos Advogados do Brasil promoveu no último dia 6 de maio, em Brasília, a “Marcha da Cidadania contra a “PEC do Calote”, que se encerrou com a entrega de vigoroso manifesto ao presidente da Câmara dos Deputados.

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terça-feira, 14 de julho de 2009

UM VELHO E SAUDOSO QUARTEL

Saint' Clair L. do Nascimento


Criado em 1890 com o nome de 2º Corpo de Polícia, o "Dois de Ouro" foi transferido para Juiz de Fora, onde chegou em 1911, no dia 06 de agosto, já então com o nome de 2ºBCM - Batalhão de Caçadores Mineiros. O Batalhão desembarcou do comboio ferroviário e marchou garboso, tendo á frente sua Banda de Música, as Bandeiras e Pavilhões e ocupou as instalações da desativada Hospedaria dos Imigrantes, ao lado do Cemitério dos Italianos, na colina do logradouro que se chamaria, Bairro Santa Terezinha, a partir da canonização da religiosa, o0corrida em 1925.

Adaptações foram sendo feitas para adequar o aquartelamento às necessidades da Tropa, dentre elas ao do belo Quartel edificado em 1936 pelo Comandante, coronel José Pinto de Souza com a bela arquitetura neo-clássica, que conservaria até 1972, ano de sua demolição, quando então se chamava 2º Batalhão de Infantaria. A ilustração mostra a bela fachada do Pavilhão do Comando que se aprofundava em formato de cruz, com quatro alojamentos, gabinetes de comandantes de companhia, sargenteações, sala de armeiros e pátios internos, para abrigar três companhias de fuzileiros e uma companhia de comandos e serviços.


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quarta-feira, 8 de julho de 2009

O ALCAIDE

Saint Clair L. Nascimento

O Alcaide, na tradição administrativa portuguesa, era o governante da vila ou do burgo e suas funções correspondiam as do atual prefeito, um mandatário como o que elegemos para governar nossa cidade, a cada quatro anos, responsável pelo bem estar dos administrados, pela prestação de serviços urbanos capazes de gerar conforto.

Mas nosso Alcaide precisa contemplar nosso Bairro Santa Terezinha com olhos de ver, pois constituimnos um grande conglomerado, com formidável estrutura residencial e administrativa que o torna fundamental para o bom funcionamento de nossa cidade e que precisa ser assistido pelo governante municipal, com a percepção de que além de bairro densamente residencial, é um influente espaço centralizador de órgãos importantíssimos dos Governos Federal, Estadual e Municipal.
Aqui funcionam e setores dos quais toda a cidade muito depende, como o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes-DNIT, o Departamento de Estradas de Rodagem-DER/MG, o Instituto Cândido Tostes-EPAMIG, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer–SMEL/CESPORTE, Agência deCorreios, a REGIONAL DA CESAMA e o Reservatório Henriques de Novais, onde deságuam adutoras que abastecem a cidade.
Na defesa social aqui pontificam a 7ª Delegacia Regional de Segurança Publica e o Comando da 4ª Região da Policia Militar, que atendem Juiz de Fora, Zona da Mata e Vertentes e, no ensino, situam-se no Bairro o Colégio Tiradentes da PMMG, o Colégio Estadual de Minas Gerais, a Escola Estadual Dr. José Eutrópio, a APAE, a Escola Mercedes Nery, além de modernas agências dos Bancos Bradeco e Itau.
Historicamente, Santa Terezinha é geratriz e bairro-mãe, do qual se originaram as comunidades adjacentes do Bom Clima, Centenário, Eldorado, Nossa Senhora das Graças, Quintas da Avenida, Vale dos Bandeirantes, Parque Guarani e Vivendas da Serra, comportando uma população estimada em mais de cem mil habitantes/contribuintes.
Na defesa social aqui pontificam a 7ª Delegacia Regional de Segurança Publica e o Comando da 4ª Região da Policia Militar, que atendem Juiz de Fora, Zona da Mata e Vertentes e, no ensino, situam-se no Bairro o Colégio Tiradentes da PMMG, o Colégio Estadual de Minas Gerais, a Escola Estadual Dr. José Eutrópio, a APAE, a Escola Mercedes Nery e inúmeras e conceituadas escolas particulares.
Santa Terezinha tem modernas e confortáveis agências bancárias Itaú e Bradesco e Caixas eletrônicos do Banco do Brasil, a revendedora Thema de automotores, um belo departamento das Lojas Americanas e amplo supermercado da Rede Bretas.
Não obstante essa importância, nenhum governante trouxe ao Bairro uma creche municipal ou uma quadra de esportes coletivos, como em tantos outros concentrados existe.
A Rua Josué de Queiroz para onde dá fundos o Supermercado, por sua largura, poderia transformar-se em um belo boulevard, ajardinado, um calçadão com um comércio intenso e florescente.
Para tanto bastaria ser lajeado o fétido canal de esgoto a céu aberto que a corta ao meio e que nos impõe a exalação e o miasma de sua caudal de secreções orgânicas, além de dejetos industriais e acúmulo de objetos descartados no córrego por deseducados, detentores de uma estupidez malsã.
Peçamos ao Alcaide, a mercê de um olhar para Santa Terezinha!!!

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